Em Plenária Extraordinária, TAEs da Unipampa decidem pela adesão à Greve Nacional do Serviço Público no próximo 18 de Agosto

Em Plenária Extraordinária, TAEs da Unipampa decidem pela adesão à Greve Nacional do Serviço Público no próximo 18 de Agosto

Na última sexta-feira, 13 de agosto, servidores técnicos administrativos da Unipampa estiveram reunidos em Plenária Geral Extraordinária. Na pauta, além de informes de Direção e Seção, muita análise e discussão em torno da Instrução Normativa 17, publicada pela Reitoria da Unipampa no último dia 30 de Julho de 2021, e que prevê a possibilidade do retorno de algumas atividades presenciais a fim de atender alunos prováveis formandos ou das áreas de saúde nos cursos de Enfermagem.

Os principais pontos de divergência foram o caráter “voluntário” dado pela Reitoria a esse possível retorno, situação que pode causar divergências desnecessárias entre alunos, professores e técnicos, e o “termo de responsabilidade” onde servidores e alunos assumem os riscos de uma eventual contaminação, eximindo assim a instituição de qualquer responsabilidade.

Outro ponto discutido foram os ataques ao serviço público feitos pelo “governo” através da Proposta de Emenda Constitucional 32 (PEC 32) que prevê, entre outros pontos, o fim da estabilidade no serviço público (um dos principais mecanismos de combate à corrupção e ao apadrinhamento político na administração pública) e a possibilidade de uma ampla e irrestrita terceirização no serviço público, mesmo nas atividades fins dos órgãos, através de contratos e convênios com instituições privadas.

Como contraponto a essa proposta de sucateamento do serviço público, também conhecida como “PEC da Rachadinha”, a categoria dos servidores técnico-administrativos da Unipampa decidiu aderir à Greve Nacional do Serviço Público, marcada para o próximo dia 18 de agosto, e que terá manifestações em diversas cidades do país.

Entre outros pontos, a Plenária encaminhou também:

a) Mobilização do Grupo de Trabalho que organizará, internamente, o contraponto da categoria TAE à tramitação da PEC 32;

b) Divulgação de mais informações à categoria acerca da IN 17;

c) Organização de debates sobre a PEC 32, sobre o teletrabalho e sobre a situação da assistência estudantil na Unipampa;

d) Criação de Grupos de Ação Social, preferencialmente em cada campi, que organizem campanhas de solidariedade ativa aos alunos e às comunidades no entorno dos campi da Universidade.

Por Eduardo Chagas.

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Eduardo Chagas

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